O avanço recente da energia solar no Brasil ganhou um novo foco fora dos grandes leilões e das discussões sobre cortes de geração. Agora, o destaque está no Rio Grande do Norte.
O Ministério de Minas e Energia informou que o Complexo Fotovoltaico Assú Sol colocou oito usinas em operação comercial em fevereiro e chegou a 12 das 16 unidades em funcionamento.
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Com isso, o empreendimento passa a figurar entre os projetos solares mais robustos ligados ao Novo PAC. O dado muda o mapa da expansão fotovoltaica no Nordeste em 2026.
- Assú Sol acelera e amplia peso do Rio Grande do Norte na matriz solar
- Por que esse projeto chama atenção em abril de 2026
- O que o caso Assú Sol revela sobre a expansão solar brasileira
- Bahia também amplia uso solar em prédios públicos
- O que observar daqui para frente
- Dúvidas Sobre o Complexo Solar Assú Sol e a nova fase da energia solar no Brasil
Assú Sol acelera e amplia peso do Rio Grande do Norte na matriz solar
Segundo o governo federal, o complexo recebeu investimento estimado em mais de R$ 3,6 bilhões e soma 752 MW de capacidade instalada.
O projeto é formado por 2.260 unidades geradoras, distribuídas em 16 usinas. As unidades Assú Sol 1 a 5 têm 40 MW cada.
Já as usinas Assú Sol 6 a 16 possuem 50 MW individualmente. A previsão oficial é que Assú Sol 6, 12, 14 e 16 entrem em operação comercial até junho.
Na prática, isso significa uma aceleração relevante em um momento em que investidores cobram mais previsibilidade para a expansão renovável. O recado é simples: há projetos saindo do papel.
| Ponto-chave | Dado | Recorte de 2026 | Impacto |
|---|---|---|---|
| Complexo Assú Sol | 752 MW | 12 de 16 usinas ativas | Reforça oferta solar no RN |
| Investimento total | R$ 3,6 bilhões | Projeto ligado ao Novo PAC | Atrai capital para renováveis |
| Usinas restantes | 4 unidades | Previsão até junho | Expansão ainda em curso |
| Brasil em março | 1.109 MW solares | 25 usinas liberadas | Fonte liderou novas entradas |
| Matriz fiscalizada | 218,3 GW | 84,81% renovável | Base mais limpa |

Por que esse projeto chama atenção em abril de 2026
O Assú Sol não é só mais um parque fotovoltaico. Ele entra em evidência porque combina escala, cronograma ativo e conexão direta com a agenda de transição energética.
O complexo se conecta à rede básica pela Subestação Açu III, em 500 kV. Essa integração é decisiva para transformar capacidade instalada em energia efetivamente entregue ao sistema.
Outro ponto importante é o enquadramento das 16 usinas no REIDI, mecanismo que concede incentivos fiscais a projetos considerados estratégicos para infraestrutura.
Em um setor pressionado por custo de capital e gargalos de transmissão, incentivos tributários e avanço físico da obra viram sinais observados de perto por empresas e governos.
Os números centrais do empreendimento
- 16 usinas previstas no complexo fotovoltaico.
- 12 já em funcionamento, após a entrada de oito unidades em fevereiro.
- 752 MW de capacidade instalada total.
- R$ 3,6 bilhões em investimentos estimados.
- Conclusão parcial adicional até junho, com quatro usinas remanescentes.
O que o caso Assú Sol revela sobre a expansão solar brasileira
Os dados mais recentes da ANEEL ajudam a dimensionar o contexto. No primeiro trimestre, a matriz elétrica brasileira cresceu 2.426 MW.
Desse total, março sozinho respondeu por 1.140 MW. A maior parte veio justamente da fonte solar, que adicionou 1.109 MW por meio de 25 centrais fotovoltaicas.
De acordo com levantamento da agência, o país alcançou 218,3 GW de potência fiscalizada em 6 de abril, com 84,81% das usinas classificadas como renováveis.
Isso coloca o Assú Sol dentro de uma fotografia maior. Não se trata apenas de um projeto isolado, mas de uma engrenagem visível na corrida por capacidade renovável.
Como o Nordeste apareceu no ranking recente
Em março, o Nordeste liderou a expansão mensal com 19 usinas e 785 MW. O movimento reforça a região como fronteira decisiva para novos projetos solares centralizados.
Ceará, Goiás e Bahia apareceram entre os estados com maior volume liberado. O Rio Grande do Norte, com Assú Sol, ganha mais protagonismo conforme novas etapas entram em operação.
Esse avanço, porém, não elimina desafios. Grandes complexos dependem de conexão eficiente, previsibilidade regulatória e demanda por energia para sustentar novos investimentos.
- Escala elevada melhora competitividade do projeto.
- Operação comercial parcial reduz risco de execução.
- Ligação ao Novo PAC amplia visibilidade política.
- Uso do REIDI diminui pressão tributária.
- Entrada gradual permite acompanhar entregas até junho.
Bahia também amplia uso solar em prédios públicos
Enquanto o Rio Grande do Norte concentra um projeto bilionário, a Bahia mostrou outro uso da fonte solar: a redução de custos no setor público estadual.
A Secretaria da Agricultura da Bahia concluiu a entrega definitiva de um sistema fotovoltaico em sua sede, no Centro Administrativo, em Salvador, em 1º de abril.
Segundo o governo baiano, a estrutura possui potência instalada de 72,96 kWp e geração estimada de 108 MWh por ano.
O investimento foi de R$ 220 mil e a geração prevista equivale a cerca de 30% do consumo da unidade. É um exemplo menor, mas muito concreto.
No mesmo pacote, a Moscamed Brasil, em Juazeiro, recebeu uma usina com quase 100 kWp, com economia projetada de até 70% no consumo da unidade.
O que observar daqui para frente
O mercado vai acompanhar duas frentes nos próximos meses. A primeira é a entrada das quatro usinas restantes do Assú Sol até junho de 2026.
A segunda é a capacidade do sistema elétrico de absorver essa expansão sem ampliar tensões antigas, como congestionamento de rede e restrições de escoamento.
Para o leitor comum, a conclusão é direta: a energia solar segue crescendo, mas a notícia mais quente de agora está menos no discurso e mais na obra entregue.
E quando um complexo de 752 MW avança em plena agenda de transição energética, o setor inteiro presta atenção. Afinal, é a execução que separa promessa de transformação real.

Dúvidas Sobre o Complexo Solar Assú Sol e a nova fase da energia solar no Brasil
A entrada de novas usinas do Assú Sol mudou o foco da cobertura sobre energia solar em abril de 2026. As perguntas abaixo ajudam a entender por que esse projeto virou referência no debate atual.
O que aconteceu de novo no Complexo Assú Sol?
O complexo colocou oito usinas em operação comercial em fevereiro de 2026. Com isso, passou a ter 12 das 16 unidades funcionando, segundo o Ministério de Minas e Energia.
Qual é o tamanho total do Assú Sol?
O projeto soma 752 MW de capacidade instalada. Ele reúne 16 usinas fotovoltaicas e 2.260 unidades geradoras, com investimento estimado em mais de R$ 3,6 bilhões.
Quando as usinas que faltam devem entrar em operação?
A previsão oficial é até junho de 2026. As unidades citadas pelo governo como pendentes são Assú Sol 6, 12, 14 e 16.
Por que esse projeto importa para o setor elétrico?
Porque ele combina escala, obra em andamento e conexão com a expansão renovável do país. Projetos assim ajudam a ampliar oferta limpa e testam a capacidade da rede de absorver nova geração.
A energia solar continua crescendo no Brasil fora desse projeto?
Sim. A ANEEL informou que março de 2026 teve 25 centrais solares entrando em operação, com 1.109 MW adicionados. Isso mostra que a expansão não depende de um único empreendimento.
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