O fato mais recente e relevante fora dos ângulos já publicados está na fase final de planejamento do setor elétrico. A discussão agora não é sobre novas usinas prontas, mas sobre quanto a fonte solar deve crescer até 2035.
Na reta final da consulta pública do plano decenal, a Absolar pressionou o governo por metas mais ambiciosas para a expansão fotovoltaica. O movimento recoloca a energia solar no centro da disputa regulatória.
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O ponto sensível é claro: o setor quer previsibilidade de contratação, espaço no planejamento oficial e reconhecimento da fonte como peça de segurança elétrica, não apenas de energia barata.
O que mudou no debate da energia solar em abril de 2026
A Empresa de Pesquisa Energética abriu a consulta pública do PDE 2035 com prazo até 29 de março de 2026, consolidando o principal documento de planejamento do setor para o período de 2026 a 2035.
Mesmo com o prazo encerrado, os efeitos políticos e regulatórios continuam aparecendo agora, em abril. É nessa etapa que contribuições do mercado passam a pressionar a versão final do plano.
A mais incisiva veio da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. A entidade afirmou que o planejamento avançou, mas ainda precisa ser mais ousado com a fonte solar.
Na prática, o embate é sobre sinal econômico. Sem metas claras e volume previsível, investidores tendem a adiar projetos, reprecificar ativos e rever cadeias de fornecimento.
- O governo planeja o sistema de 2026 a 2035.
- O setor solar cobra metas mais robustas.
- O mercado quer previsibilidade para investir.
- A discussão envolve segurança elétrica e custo da energia.
| Ponto em debate | Quem lidera | Dado principal | Impacto esperado |
|---|---|---|---|
| Consulta pública do PDE 2035 | EPE e MME | Prazo foi até 29/03/2026 | Define sinais do planejamento |
| Participação renovável em 2026 | Absolar cita PDE | 81,7% da capacidade nominal | Pressão por matriz ainda mais limpa |
| Pedido do setor solar | Absolar | Mais ambição para expansão | Maior previsibilidade ao investidor |
| Contratação anual defendida | Absolar | 2.000 MWac por ano | Escala para geração centralizada |
| Mercado livre renovável | Cela | 40 contratos em 2025 | Demanda corporativa segue ativa |

Absolar pede mais ambição e dois leilões por ano
Na contribuição enviada ao processo oficial, a Absolar classificou o plano como um avanço em relação a versões anteriores, mas disse que isso ainda não basta para dar tração ao setor.
A entidade defende contratação mínima de 2.000 MWac por ano para geração centralizada solar. Também pede pelo menos dois leilões anuais com espaço para projetos fotovoltaicos.
Segundo o documento, essa previsibilidade reduziria percepção de risco, atrairia capital e ajudaria a consolidar uma cadeia nacional mais duradoura. O argumento é direto: sem demanda visível, a expansão perde ritmo.
Outro ponto importante é a posição da solar na matriz. A associação sustenta que a fonte deve ser tratada como vetor de segurança energética e diversificação, não só como complemento sazonal.
No texto enviado ao governo, a entidade afirma que recomendou meta de 2.000 MWac anuais e ao menos dois leilões por ano para manter crescimento sustentável da energia solar centralizada.
- Meta anual maior para novos projetos.
- Dois leilões por ano como sinal de demanda.
- Redução do risco regulatório.
- Estímulo a investimentos nacionais e estrangeiros.
Por que esse embate importa para o consumidor e para as empresas
Planejamento energético parece tema distante, mas mexe com preço, oferta e confiança. Quando o governo sinaliza expansão futura, empresas fecham contratos, constroem fábricas e aceleram obras.
Esse efeito já aparece no mercado livre. Estudo da consultoria Cela, divulgado pela Reuters e publicado no Brasil, mostrou retomada da contratação renovável em 2025, incluindo solar e eólica.
Foram 40 contratos assinados em 2025, somando 1.207 MW médios negociados e 4,2 GW de capacidade instalada associada. O dado sugere que a demanda privada continua viva, apesar da crise setorial.
De acordo com levantamento reproduzido pela CNN Brasil com base em estudo da Cela e reportagem da Reuters, a contratação de energia renovável voltou a crescer em 2025 diante da corrida corporativa por novos negócios.
Para o consumidor comum, isso pode significar duas coisas. Primeiro, maior competição entre fornecedores. Segundo, uma matriz menos exposta a choques de combustíveis fósseis e hidrologia ruim.
- O planejamento define o sinal regulatório.
- O sinal afeta o apetite dos investidores.
- Os investimentos influenciam oferta e competição.
- No longo prazo, isso repercute sobre custos e segurança.
O que o governo e a EPE terão de decidir agora
O fim da consulta não encerra a disputa. Agora, EPE e Ministério de Minas e Energia precisam avaliar o que entra na versão consolidada do plano decenal.
Se o texto final incorporar metas mais fortes para a solar, o setor ganha um recado institucional importante. Se não incorporar, a pressão sobre novos leilões e ajustes regulatórios tende a crescer.
Há ainda um pano de fundo estratégico. A expansão renovável exige transmissão, armazenamento, coordenação operativa e regras mais claras para integração de fontes variáveis ao sistema.
Por isso, a discussão atual é menos sobre celebrar recordes passados e mais sobre definir como a fonte solar vai ocupar espaço no desenho elétrico dos próximos dez anos.
Em outras palavras, abril de 2026 marca uma virada menos vistosa, porém decisiva. O setor deixou de discutir apenas crescimento e passou a cobrar planejamento explícito para sustentar o próximo ciclo.

Dúvidas Sobre a Pressão da Absolar no PDE 2035 e a Expansão da Energia Solar
A disputa em torno do PDE 2035 ganhou peso porque o planejamento oficial define o tom dos investimentos da próxima década. As perguntas abaixo ajudam a entender por que essa discussão ficou tão relevante agora.
O que é o PDE 2035 na prática?
É o plano decenal que orienta as perspectivas de expansão do setor de energia entre 2026 e 2035. Ele não obriga investimentos, mas funciona como referência central para mercado, governo e financiadores.
Por que a Absolar quer 2.000 MWac por ano?
Porque a entidade avalia que esse volume dá previsibilidade mínima para a geração centralizada solar crescer de forma sustentável. Sem essa referência, projetos podem perder viabilidade e o capital tende a ficar mais cauteloso.
Isso significa conta de luz menor imediatamente?
Não de forma automática. O efeito costuma ser gradual, via mais competição, diversificação da matriz e menor exposição a fontes mais caras em momentos de estresse do sistema.
O mercado livre tem relação com essa discussão?
Tem, e muita. Quando empresas continuam contratando energia renovável, como mostrou o estudo sobre 2025, elas reforçam a demanda por novos projetos e pressionam por planejamento coerente.
O que acontece agora após a consulta pública?
A EPE e o MME analisam as contribuições recebidas e consolidam a versão final do plano. É nessa etapa que o governo decide se acolhe, integralmente ou não, os pedidos feitos pelo setor solar.
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